quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Minha mensagem (Vinicius Gonzales) aos amigos e amigas

Minha mensagem (Vinicius Gonzales) aos amigos e amigas; companheiros e companheiras; irmãos e irmãs de jornada; queridos parentes e pessoas íntimas que sempre estiveram comigo, especialmente minha esposa Fabrícia, minha mãe Cleide, minha irmã Érika, meus filhos Thábata eVinicius e meus amigos “virtuais” especiais (há aspas, por que são muitíssimo reais ! ), sobretudo do Pará (Santarém), Rondônia e Três Pontas/MG.

Procurarei ser breve, embora esta não seja uma de minhas características.

                Hoje fecha-se um ciclo.
                Depois de três anos de missão e trabalho profissional realizados na Congregação das Missionárias Servas do espírito Santo, estou sendo desligado como funcionário, por razões que aqui não cabem e nem devem ser externadas, em função da boa ética profissional.
                É claro que eu não desejei e nem quis isso. Também não tive a respectiva iniciativa e nem esperava essa decisão da congregação SSpS, ao menos neste momento.
                Contudo, devo acatar e dar uma satisfação a todos vocês, que me acompanham e que também prestigiam e participam do Projeto de Jovens SSpS, tanto no blog e no facebook, quanto no website.
                Esclareço que saio amistosamente, embora movido de certa tristeza, por ter que deixar este projeto, que tanto abracei e para o qual tanto me doei. Continuarei apenas fazendo parte do grupo dos Missionários leigos do Deus Uno e Trino, terceira ordem (de leigos) das SSpS, voluntariamente, uma vez por mês.
                Acredito que tanto neste projeto que vocês conhecem quanto em outros mais que estávamos desenvolvendo na província, ainda poderíamos dar muitos frutos juntos, mas isso é apenas minha opinião, e as circunstâncias muitas vezes não são aquelas que planejamos e esperamos. Os planos de Deus, estes sim, são aqueles que devemos seguir e procurar viver, em quaisquer circunstâncias, boas ou ruins.
                Esclareço que, segundo minha amiga, a Ir. Ana Elídia, bem como os voluntários e colaboradores da província que acompanharam nossos trabalhos, desenvolvemos um trabalho satisfatório, honroso e, principalmente, amoroso. Muitos entraves e dificuldades surgiram, como comumente ocorre na missão, não é ? Porém, segundo a aludida amiga e os mencionados colaboradores e voluntários, tudo sempre foi superado e bem conduzido, considerando as condições e pessoas envolvidas.
                Daqui para frente, não serei mais o responsável pelo blog e pelo facebook do projeto – Formação Missionária para Jovens SSpS. Contudo, minha saída não significa que deixarei de visitar por completo a aludida página do facebook e o blog, mas sim que não mais irei postar como comumente faço. De fato, minhas visitas serão esporádicas, sendo que uma vez ou outra poderei publicar algo, conforme minhas novas condições de vida e também profissionais.
                A Irmã responsável passará a ser aquela supracitada: Ana Elídia, missionária Serva do Espírito Santo, que fará o aludido trabalho conforme suas possibilidades e de acordo com o encaminhamento que sua província der ao projeto.
                Isso tudo NÃO SIGNIFICA que eu deixarei as valiosíssimas e divinas amizades e relações que construí com vocês durante todo esse tempo. Nós sabemos que foi muito mais que um projeto ou um trabalho, não é ? Na verdade, construímos MAIS UMA REDE ENTRE OS DIVINOS RAMOS E GALHOS DA VIDEIRA QUE É JESUS CRISTO, humildemente e singelamente, acredito eu, amados e amadas do meu coração...
                Meu perfil no facebook (Vinicius Gonzales) continuará inalterado, sendo que meus contatos, relações e amizades também. É evidente que as novas condições significarão ajustes graduais, conforme a transição que formos fazendo, de um ciclo para o outro.
                Agradeço todos os carinhos, curtições, compartilhamentos, palavras, pensamentos, comentários, vivências, experiências e tudo o mais que todos e todas vocês sempre proporcionaram ao projeto e também a mim, que, inevitavelmente, em razão da minha função, fiquei intimamente ligado e identificado com ele.
                Acredito que, no fundo, o que vale é laborar com amor, e não segurar ou querer reter uma mera função laboral... O que vale é o que construímos juntos com Ele, por menor que tenha sido... Com efeito, é nas pequenas coisas que encontramos grandes valores... Os valores do Reino.
                Fico na expectativa dos novos ventos que o Espírito Santo fará soprar em minha vida, certo de que Ele irá me guiar. Cabe a mim participar da nova caminhada e me deixar ser conduzido.
                Tenho também outra expectativa: a de continuar contando com o carinho e com a amizade de vocês, que inevitavelmente, graças a Ele, têm as digitais de suas almas gravadas em meu coração.
                Muito do que eu costumava postar e publicar no face e no blog (juventudeprotagonistabr.blogspot.com), continuarei publicando e trazendo diretamente no meu próprio perfil, na medida das novas possibilidades, pois é isso o que eu sou: um missionário, ainda que, talvez, aprendiz.
                Espero que todos nós tenhamos aprendido uns com os outros e aproveitado cada uma das oportunidades que tivemos neste projeto, o qual espero que continue vivo e dando muitos frutos, com a participação de todos nós !
                De fato, agora fico feliz por uma razão: saio da direção do projeto e passo para outra posição... A posição de vocês, amados e amadas. Estaremos juntos com nossas vivências e perfis, acompanhando este e mais outros projetos do Senhor Nosso Deus.
                Que a Paz do Senhor esteja sempre com vocês !


Vinicius.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Francisco aos catequistas: sejam criativos, não tenham medo de romper os esquemas para anunciar o Evangelho

Francisco aos catequistas: sejam criativos, não tenham medo de romper os esquemas para anunciar o Evangelho



2013-09-27 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa encontrou na tarde desta sexta-feira, na Sala Paulo VI, os participantes do Congresso Internacional sobre a Catequese organizado no âmbito do Ano da Fé. Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que "a catequese é um pilar para a educação da fé".
"É preciso bons catequistas!", exclamou, agradecendo aos presentes por esse serviço "à Igreja e na Igreja". "Mesmo se por vezes pode ser difícil, há muito trabalha, se esforça e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Talvez seja a melhor herança que podemos dar: a fé! Educar na fé" para que cresça.
Ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educacionais mais bonitas, se constrói a Igreja! 'Ser' catequistas! Não trabalhar como catequistas, eh! – observou.
Isso não serve! Eu trabalho como catequista porque gosto de ensinar... Mas se você não é catequista, não serve! Não será fecundo! Não será fecunda! "Catequista é uma vocação: 'ser catequista', essa é a vocação; não trabalhar como catequista. Vejam bem,não disse 'trabalhar como catequista, mas sê-lo', porque envolve a vida. E assim se conduz ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho".
Francisco convidou a recordar aquilo que Bento XVI disse: "A Igreja não cresce por proselitismo. Cresce por atração". "E aquilo que atrai – precisou o Papa – é o testemunho. Ser catequista significa dar testemunho da fé; ser coerente na própria vida. E isso não é fácil! Não é fácil. Nós ajudamos, conduzimos ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho."
Em seguida, recordou aquilo que São Francisco de Assis dizia a seus confrades: "Preguem sempre o Evangelho e se fosse necessário também com as palavras". Mas antes vem o testemunho: "que as pessoas vejam o Evangelho em nossa vida. E 'ser' catequistas requer amor, amor sempre mais forte a Cristo, amor a seu povo santo. E esse amor não se compra nas casas comerciais; não se compra nem mesmo aqui em Roma. Esse amor vem de Cristo! É um presente de Cristo!
É um presente de Cristo! E se vem de Cristo parte d'Ele e nós devemos partir novamente de Cristo, desse amor que Ele nos dá. O que significa esse partir novamente de Cristo, para um catequista, para vocês, também para mim, porque também eu sou um catequista? O que significa?
O Papa respondeu com três coisas. Em primeiro lugar, partir novamente de Cristo significa ter familiaridade com Ele. Mas ter familiaridade com Jesus: Jesus o recomenda com insistência aos discípulos na Última Ceia, quando se aproxima a viver a doação mais alta de amor, o sacrifício da Cruz.
Jesus utiliza a imagem da videira e dos ramos e diz: permaneçam em meu amor, permaneçam junto a mim, como os ramos na videira. "Se estivermos unidos a Ele – observou Francisco – podemos dar fruto, e essa é a familiaridade com Cristo. Permanecer em Jesus!" É um permanecer apegado a Ele, "com Ele, falando com Ele: mas, permanecer em Jesus".
"A primeira coisa para um discípulo – prosseguiu – é estar com o Mestre, ouvi-lo, aprender d'Ele. E isso vale sempre, é um caminho que dura a vida inteira."
O Papa contou um episódio: "Numa de minhas saídas, aqui em Roma, numa missa aproximou-se um senhor, relativamente jovem e me disse: 'Padre, prazer conhecê-lo, mas não creio em nada! Não tenho o dom da fé! Entendia que era um dom... 'Não tenho o dom da fé! O que me diz?' 'Não desanime. Cristo lhe quer bem. Deixe-se olhar pelo Senhor! Nada mais que isso'.
E isso digo a vocês: deixem-se olhar pelo Senhor! – exortou o Santo Padre:
"Entendo que para vocês não è tão simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de calma. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer todos do mesmo modo; na Igreja há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isso se pode, é possível em qualquer estado de vida."
O Papa acrescentou o segundo elemento: "partir novamente de Cristo significa imitá-lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Essa é uma experiência bonita, e um pouco paradoxal. Por qual motivo? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo, se descentra! Quanto mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da sua vida, mais Ele o faz sair de si mesmo, o descentra e abre você aos outros.
"O coração do catequista vive sempre esse movimento de 'sistole – diastole': união com Jesus – encontro com o outro. Sistole – diastole. Se falta um desses dois movimentos, não bate mais, não pode viver."
O terceiro elemento, que está sempre nessa linha: "partir novamente de Cristo significa não ter medo de ir com Ele às periferias". De fato, o Pontífice exortou a não ter medo de caminhar com Jesus às periferias:
"Se um catequista se deixa tomar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranqüilo acaba por tornar-se uma estátua de museu; se um catequista é rígido torna-se estéril. Pergunto-lhes: alguém de vocês quer ser covarde, estátua de museu ou estéril?"
Francisco pediu criatividade e nenhum medo de sair dos próprios esquemas: isso caracteriza um catequista. Quando permanecemos fechados em nossos esquemas, nossos grupos, nossas paróquias, nossos movimentos – explicou – ocorre o que acontece a uma pessoa fechada em seu quarto: adoecemos.
A certeza que deve acompanhar todo catequista – acrescentou Francisco é que Jesus caminha conosco, nos precede. "Quando pensamos ir longe, a uma periferia extrema, Jesus está lá." (RL)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Inglaterra: católicos afastados se reaproximam da Igreja

Inglaterra: católicos afastados se reaproximam da Igreja


Notícia da Rádio Vaticano:


Londres (RV) – Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Missão Interna do episcopado inglês junto a sacerdotes de 22 catedrais católicas indica que o número de fiéis que se confessam está aumentando.

O resultado é explicado com a visita de Bento XVI ao país em 2010 e com todos os eventos relacionados à eleição do Papa Francisco, a partir de março de 2013. Segundo o Departamento, muitos dos que se aproximam hoje da confissão são pessoas que haviam se distanciado da prática católica.

A pesquisa também mostra o aumento de participação nas missas da semana e dominicais.

Dom Kieran Conry, Bispo de Arundel e Brighton do departamento de Evangelização e Catequese da Conferência Episcopal Inglesa, falou do desafio de atrair cerca de 4 milhões de católicos que raramente ou nunca participam de missas. “Todos temos em nosso coração pelo menos uma pessoa na família que está distante da vida da Igreja”.

Dom Kieran convidou os católicos praticantes a conhecerem e utilizarem o material à disposição nas paróquias para ajudar os católicos não praticantes, e animou os católicos afastados a regressarem à Igreja e a “não se sentirem temerosos de estarem fazendo algo equivocado”.



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/09/23/inglaterra:_cat%C3%B3licos_afastados_se_reaproximam_da_igreja/bra-730917
do site da Rádio Vaticano 


(Link da fonte:  http://pt.radiovaticana.va/news/2013/09/23/inglaterra:_cat%C3%B3licos_afastados_se_reaproximam_da_igreja/bra-730917)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Dia Mundial contra Exploração Sexual e Tráfico de Mulheres e Crianças



UmGritopelaVida
Dia Mundial contra  Exploração Sexual e
Tráfico de Mulheres e Crianças
 
 
Na Conferência Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres que aconteceu em Dhaka, Bangladesh, em janeiro de l999, se elegeu o 23 de setembro comoDia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Meninas e Meninos, em homenagem à lei nº 9.143 do ano de 1913, promulgada nesta data e conhecida pelo nome de Lei Palácios. Foi a primeira com essas características no mundo.
 
Queremos manifestar nossa indignação contra este crime que globalmente faz 4,5 milhões de vítimas para exploração sexual. Destas pessoas traficadas, 76% das vitimas são do sexo feminino e 27% são crianças e adolescentes. Este crime  movimenta mais de 32 bilhões de dólares por ano, sendo considerado uma entre as atividades ilícitas mais lucrativas. (cf. UNODC, 2012).
 
Considerando esta realidade que afeta prioritariamente as mulheres, crianças, adolescentes e jovens queremos manifestar, mais uma vez  o nosso repúdio como Rede Um Grito pela Vida, da Conferência dos Religiosos do Brasil, Regional de São Paulo.
 
 VENHA SOMAR CONOSCO E DEIXE O SEU GRITO
CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS!
 
DATA23 de setembro 2013 (2ª. feira)
LOCAL Praça da Sé
HORÁRIO - Das 9 às 18 horas
 
Divulgue, socialize, participe conosco e venha receber mais, informações sobre esta problemática que será o
tema da Campanha da Fraternidade de 2014: FRATERNIDADE E TRÁFICO HUMANO.
 
A SENSIBILIZAÇÃO E O CONHECIMENTO DO TEMA É UM FATOR IMPORTANTE PARA O
ENFRENTAMENTO A ESTE CRIME INTERNACIONAL ORGANIZADO!

 
Pastoral Fé e Política
Arquidiocese de São Paulo
A partir de Jesus Cristo em busca do bem comum
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Doutores da Alegria prorroga inscrição para formar jovens palhaços

Doutores da Alegria prorroga inscrição para formar jovens palhaços



Transformar o aprendizado em profissão para implementar soluções sociais e culturais nas comunidades onde moram. Esse é o objetivo do Programa de Formação de Palhaço para Jovens, da ONG Doutores da Alegria, que prorrogou as inscrições até 20 de setembro.
São 25 vagas para jovens entre 17 e 23 anos, que já tenham concluído o ensino fundamental ou estejam matriculados na rede pública de ensino e cuja renda familiar não ultrapasse três salários mínimos.





Quem recebe mais de três salários mínimos tem outras opções de curso, só que na Escola dos Doutores da Alegria, que oferece desde módulos para curiosos até para artistas profissionais interessados em se aperfeiçoar na linguagem do palhaço.
Gratuito, o Programa de Formação de Palhaço para Jovens tem dois anos de duração, com terceiro ano opcional, voltado para encontros temáticos pontuais e acompanhamento de projetos. As aulas acontecem diariamente, das 9h às 13h, na sede da ONG, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), e há possibilidade de bolsa-transporte.
As disciplinas que compõem o programa são: Palhaço, Técnicas Circenses, Corpo e Movimento, Cultura Popular, Música, Improviso, Jogo Cênico, Commedia Dell'Arte, Máscara Neutra, Comédia Humana, Elaboração de Projetos Culturais e Sustentabilidade, entre outros.
Ao final do curso, os participantes criam e apresentam um exercício cênico que circula pelas regiões em que vivem, além de outros palcos da capital e da Grande São Paulo.
O Programa de Formação de Palhaços para Jovens, iniciado em 2004, já formou 180 jovens, incentivando e criando ferramentas para que eles promovam acesso à cultura de boa qualidade e transformação social.
A ONG Doutores da Alegria, que atua junto a crianças hospitalizadas e profissionais da saúde, utiliza no hospital a paródia do palhaço, que brinca de ser médico e leva alegria para transformar o ambiente.
COMO SE INSCREVER
O interessado deve enviar um currículo com nome, idade, renda familiar, cursos ou trabalhos anteriores e aptidões artísticas (não é necessária experiência anterior), além de escrever uma carta de interesse informando por que quer participar do programa.
O envio pode ser feito pelo correio ou pessoalmente, à rua Alves Guimarães, 73, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05410-000, até o dia 20 de setembro.
Após a análise dos currículos, pré-seleção e atividades práticas, os alunos escolhidos serão anunciados em 29 de novembro.
Mais informações: 0/xx/11/3061-5523 ou www.doutoresdaalegria.org.br

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Artigo sobre os jovens e as redes sociais no Jornal Vida Misisonária

Vejam mais em  www.ssps.org.br 



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Papa Francisco - fala e visita imperdíveis !

O Papa Francisco visitou na tarde desta terça-feira, 10, o Centro dos jesuítas para os refugiados na Itália – chamado Centro Astalli. A visita foi realizada de forma privada.

O Pontífice chegou ao refeitório no horário em que todos os dias existe uma fila de cerca de 400 pessoas que esperam para fazer uma refeição quente. O Pontífice saudou os refugiados e falou com eles.

O Centro Astralli é um centro para a acolhida e o serviço aos que pedem asilo e refúgio a cargo do JRS - Jesuit Refugee Service - Serviço dos Jesuíta para os Refugiados, que atua no centro de Roma, junto à Chiesa del Gesù.

Aproximadamente 500 pessoas acolheram o Papa.

A informação é da Rádio Vaticano, 10-09-2013.

Entre os presentes estava o Cardeal Vigário de Roma e seu bispo auxiliar, o Superior 

Provincial dos Jesuítas na Itália, Carlo Casolone, o assistente do Padre Geral dos Jesuítas para a Europa, Joachin Barrero e Peter Balleis, responsável pelo SRS internacional.

O papa foi saudado pelo responsável pelo Centro Astalli, padre Giovanni Lamanna e dois refugiados, Adam, do Sudão e Carol, da Síria.

Uma breve oração, recordou o Padre Pedro Arrupe, fundador do SJR e que está sepultado na Chiesa del Gesù. Papa Francisco, acompanhado de dois refugiados, foi até o túmulo levando um buquê de flores.

Depois de ouvir a narrativa de vida de Adam e Carol, o Papa Francisco pronunciou um discurso.

Inicialmente o Santo Padre saudou “sobretudo os refugiados e refugiadas”, agradecendo os testemunhos que havia acabado de escutar, ressaltando que cada um de vocês “traz uma história que nos fala de dramas de guerra, de conflitos, muitas vezes ligados à políticas internacionais. Mas cada um de vocês traz consigo – sobretudo – uma riqueza humana e religiosa, uma riqueza a ser acolhida, não para ter medo”. Muitos de vocês são muçulmanos, de outras religiões, vêm de diversos países, de situações diferentes. “Não devemos ter medo das diferenças. Vivamos a fraternidade”, afirmou o Papa.

O Pontífice recordou que após Lampedusa e outros locais de chegada, Roma significa uma segunda etapa e deveria ser a cidade que permite reencontrar a dimensão humana, de recomeçar a sorrir.

Mas observou:

“Quantas vezes, ao invés disto, tantas pessoas que tem escrito na sua ‘permissão de estadia’ “proteção internacional” são obrigadas a viver em situações degradantes, sem poder iniciar uma vida com dignidade, de pensar num futuro”.

Ao agradecer a todos do Centro Astalli e a todos que se doam na acolhida aos refugiados com este projeto - entrando em relação com eles e reconhecendo-os como pessoas -, o Papa Francisco ressaltou que “a acolhida e a fraternidade podem abrir uma janela pro futuro”. E ressaltou “o quanto é bonito” que junto aos jesuítas existam homens e mulheres cristãos, não-crentes e pessoas de outras religiões que trabalham pelo bem comum. “Para nós cristão isto “é a expressão do amor do Pai em Cristo Jesus”.

O Papa resumiu então, em três palavras o programa de trabalho dos jesuítas e seus colaboradores: Servir, acompanhar e defender.

Ao explicar o significado de servir, o Papa disse que é acolher a pessoa que chega com atenção, curvando-se sobre quem tem necessidade, estendendo-lhe a mão, sem cálculos, sem temor, com ternura e compreensão, como Jesus inclinou-se e lavou os pés dos apóstolos:

“O pobres são também mestres privilegiados do nosso conhecimento de Deus; a sua fragilidade e simplicidade desmascaram os nossos egoísmos, as nossas falsas seguranças, as nossas pretensões de auto-suficiência e nos guiam à experiência da proximidade e da ternura de Deus, a receber na nossa vida o seu amor, a sua misericórdia de Pai que, com discrição e paciente confiança, cuida de nós, de todos nós”.

E interpelou a todos: ”Me curvo diante de quem está em dificuldades ou tenho medo de sujar as mãos? Sou fechado em mim mesmo, nas minhas coisas ou me dou conta daqueles que têm necessidade de ajuda? Sirvo somente a mim mesmo ou sei servir aos outros como a Cristo, que veio para servir até dar a sua vida? Olho nos olhos daqueles que pedem justiça ou viro o olhar para outro lado, para não olhar os olhos?

Ao deter-se no segundo ponto, acompanhar, Francisco destacou a evolução no caminho do Centro, que passou de uma primeira acolhida ao acompanhamento das pessoas e inserção social:

“Não basta dar o pão se não vem acompanhado da possibilidade de aprender a caminhar com as própriaspernas. A caridade que deixa o pobre assim como é, não é suficiente. A misericórdia verdadeira, aquela que Deus nos dá e nos ensina, pede a justiça, pede que o pobre encontre o caminho para não ser como tal. Pede – e pede a nós Igreja, a nós cidade de Roma, às Instituições – que ninguém deva mais ter necessidade de uma refeição, de um alojamento por sorte, de um serviço de assistência legal, para ter reconhecido o próprio direito a viver e trabalhar e ser pessoa em plenitude. Isto é integração”.
Francisco disse que servir, acompanhar, quer dizer também defender, o terceiro ponto da sua reflexão. “Quantas vezes levantamos a voz para defender nossos direitos, e quantas vezes somos indiferentes para com os direitos dos outros!”

E ressaltou, que para a Igreja “é importante que a acolhida do pobre, a promoção da justiça, não seja confiado somente a ‘especialistas’, mas seja uma atenção de toda a pastoral, da formação dos futuros sacerdotes e religiosos, do compromisso normal de todas as paróquias, movimentos e agregações eclesiais:

“Em particular gostaria de convidar também os Institutos religiosos a ler seriamente e com responsabilidade este sinal dos tempos. O Senhor chama a viver com mais coragem e generosidade a acolhida nas comunidades, nas casas, nos conventos vazios. Caríssimos religiosos e religiosas, os conventos vazios não servem à Igreja para transformar-lhes em albergues e ganhar algum dinheiro. Os conventos vazios não são nossos, são para a carne de Cristo que são os refugiados. O Senhor chama a viver com generosidade e coragem a acolhida nos conventos vazios”.


O Santo Padre acrescentou saber que não é uma coisa simples, “devem existir critérios, responsabilidade, mas é necessário também coragem”. Devemos “superar a mundanidade espiritual para sermos próximos às pessoas simples e sobretudo aos homens. Temos necessidade de comunidades solidárias que vivam o amor de forma concreta”.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Síria e a hipocrisia dos EUA

A Síria e a hipocrisia dos EUA

Ao invadir outros países sem provas e sem autorização das Nações Unidas, os Estados Unidos agem como os nazistas
10/09/2013

Mauro Santayana,
em seu blog

John Kerry anunciou esta semana, na Casa Branca, que os Estados Unidos têm “provas irrefutáveis” do uso de armas químicas pelo governo sírio. Traços de gás Sarin teriam sido encontrados no sangue e nos cabelos de voluntários que participaram do resgate de civis atingidos logo após um suposto ataque do governo contra rebeldes no dia 21 de um agosto.
Já vimos esse filme. O uso de armas de destruição em massa pelo governo de Saddam Hussein também foi apresentado de forma inconteste e irrefutável pelo governo estadunidense.
Em nome dessa “certeza”, o Iraque foi bombardeado e invadido, suas defesas foram destruídas por corajosos jogadores de vídeo game instalados a bordo de aviões e porta-aviões, sem um único combate corpo a corpo, e morreram milhares de crianças e civis iraquianos.
E até hoje nem uma única arma de destruição em massa foi encontrada - apesar de milhares de soldados estadunidenses terem também sido mortos ou feridos, tentando ocupar o território virtualmente “conquistado”, de onde os EUA já se retiraram, depois de centenas de bilhões de dólares em gastos.
Na época, o inspetor da ONU Hans Blix – que deu uma entrevista esta semana ao jornal britânico The Guardian dizendo que não há justificativa para um ataque ocidental à Síria – negou que houvesse armas de destruição em massa no Iraque e teve sua missão em Bagdá interrompida pelos bombardeios estadunidenses.
Os EUA costumam usar, sem nenhum escrúpulo, seus eventuais aliados, e depois livrar-se deles sem nenhuma consideração moral ou ética.
Foi assim, quando se aliaram a Saddam armando-o na guerra contra o Irã, para depois destruir o seu regime sob um pretexto falso, e persegui-lo até a execução de sua sentença de morte por enforcamento, no dia 30 de dezembro de 2006 em Bagdá.
Foi assim que fizeram com Osama Bin Laden – com cuja família os Bush tinham negócios - depois de apoiá-lo na guerrilha contra os russos no Afeganistão, até cercá-lo e abatê-lo desarmado, na frente de sua família, no dia 2 de maio de 2011, em Abbotabad, no Paquistão.
E foi assim que aconteceu também com Muamar Kadhaffi, capturado de mãos nuas e espancado brutalmente até a morte, em 20 de outubro do mesmo ano, em Sirte, na Líbia, a ponto de ter seu corpo transformado em um hambúrguer diante das câmeras de seus verdugos, armados pelos mesmos países ocidentais que antes o recebiam e apoiavam.
Agora, a história se repete. Os EUA e as grandes redes de meios de comunicação do Ocidente procuram desqualificar a denúncia da inspetora da ONU Carla Del Ponte, de que teria levantado evidências, na Síria, de que gás Sarin estaria, na verdade, sendo usado pelos “rebeldes”, apoiados pelo Ocidente, com a intenção de culpar o governo de Bashar Al Assad pelo seu uso.
Ao invadir outros países sem provas e sem autorização das Nações Unidas, os Estados Unidos agem como os nazistas, que deram início à Segunda Guerra Mundial com uma farsa que completou há três dias exatos 74 anos.
No dia 31 de agosto de 1939 a SS nazista simulou a invasão de uma rádio de língua alemã, na cidadezinha fronteiriça de Gleiwitz, por tropas do exército polonês, para divulgar uma falsa mensagem conclamando a população da Silésia a se revoltar contra Hitler.
Para dar o máximo de verossimilhança aos fatos, os oficiais de Himmler, disfarçados de soldados poloneses, levaram com eles, também vestidos com os mesmos uniformes, 12 prisioneiros de campos de extermínio, que foram abatidos no local, ao final da operação, para que seus cadáveres servissem de prova da suposta ”invasão” polonesa. No dia seguinte, 1 de setembro de 1939, as tropas de Hitler, já agrupadas na fronteira, invadiriam a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.
Ressabiado, talvez, pela participação – sem provas que a justificassem – da Grã Bretanha na Guerra do Iraque, o Parlamento inglês negou na última semana ao Primeiro-Ministro James Cameron autorização para participar do ataque à Síria.
O mundo espera que o Congresso dos EUA, obedecendo à opinião da maioria da população estadunidense, tome atitude semelhante. E que Obama recue, como pode acabar fazendo, de seu plano contra a Siria, estabelecido, como afirmou John Kerry, em sua entrevista na Casa Branca, para “mandar uma firme mensagem” a outros países, como a Coreia do Norte e o Irã.
Não se pode aceitar que a mesma nação que apoia e financia, com bilhões de dólares, o exército golpista egípcio - para que seus soldados massacrem a população civil nas ruas do Cairo - ataque ou bombardeie Damasco, sob pretexto de defender a liberdade.

Mauro Santayana é jornalista.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CAMPANHA DA COMUNIDADE DE PESCADORES












Quem desejar mais informações a respeito da Campanha e da situação de diferentes comunidades de pescadoras(es) é só acessar: http://www.cppnac.org.br/   (Conselho Pastoral dos Pescadores)
Os  documentos preenchidos devem ser encaminhados para: 
Secretaria Nacional da Campanha
Av. Governador Carlos de Lima Cavalvcanti nº 4688,
Casa Caiada, Olinda – Pernambuco, CEP 53040-000
Fone: 081-3431-1417
Email: mppbrasil@gmail.com                                         
territoriopesqueiro@gmail.com 

“...que nosso território seja garantido para que a mesa seja farta. E para isto é preciso muita luta, muita conversa, muito dialogo”.

No Rio e no Mar: Pescadores na luta!
Nos açudes e barragens: Pescando liberdade!
Hidronegócio – Resistir!
Cerca nas Águas – Derrubar!

sábado, 7 de setembro de 2013