quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Idéias e propostas surgidas na reunião da Equipe de Apoio do dia 22/10/11 !

Idéias e propostas surgidas na reunião da Equipe de Apoio do
Projeto de Formação Missionária para Jovens, realizada em 22/10/11

Participantes: Irmã Ana Elídia, Fabrícia, Fernanda, Irmã Eliane, Vinicius, Manoel e Haroldo.

A) Idéias e propostas de conteúdos, dinâmicas e metas/objetivos para a 1ª eEtapa do curso:

         Por primeiro, a Irmã Eliane (Congreg. de São José) sugeriu que não denominássemos como “curso” aquilo estamos desenvolvendo, mas que chamássemos de “FORMAÇÃO”. Assim, poderíamos designar de “formação missionária”.

         A aludida irmã também propôs que o curso inicial (1ª Etapa) tivesse a duração de quatro meses. Conforme a sugestão do Weder (via e-mail), esta 1ª Etapa teria dois encontros/reuniões mensais. Portanto, haveria oito encontros/reuniões nesta fase inicial.

         Também conforme a sugestão do Weder (e a concordância dos demais que participaram desta reunião), a 1ª Etapa teria início em março de 2012, após o Carnaval. Deste modo, seria finalizada em junho (duração de quatro meses).

         Considerando os aspectos acima sugeridos, propomos (proposta inicial feita pela Irmã Ana Elídia) que os membros da Equipe de Apoio reflitam e preencham o quadro abaixo (até 31/10/11, se possível) conforme suas idéias, possibilidades e de acordo com os “conteúdos” que relembramos nesta reunião (os quais serão enviados via e-mail para todos, em “power point” – encontro do dia 13/08/11), enviando por e-mail para o Vinicius:

1ª ETAPA


         Conteúdo
          Dinâmica
     Meta/objetivo
1



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4



5



6



7



8





         Tratam-se de oito conteúdos a serem escolhidos para os oito encontros da 1ª Etapa da formação missionária.
B) Etapas sugeridas e proposta do objetivo central da 1ª Etapa:

1ª Etapa: Objetivo central: Construir um ambiente de relacionamentos interpessoais, a partir do auto-conhecimento e da percepção de si próprio(a) como missionário(a).

2ª Etapa: Proposta – Relação com a sociedade e com o mundo, numa linha transformadora.

3ª Etapa: Proposta – Relação com Deus (na dimensão espiritual, bíblica e eclesial).

4ª Etapa – Proposta (sugerida inicialmente pela Fabrícia)– Concretização de um projeto de vida e encaminhamentos dos jovens para projetos missionários concretos (projeto pessoal e missionário de vida).


C) Conteúdos destacados pelo Vinicius como possibilidades para a 1ª Etapa da formação (com base nos “conteúdos” sugeridos no encontro do dia 13/08/11):

* auto-conhecimento (adquirir confiança)

* relacionamentos;

* afetividade e sexualidade;

* diálogo;

* diversidades;

* globalização;

* vocação;

* ansiedade; e

* tecnologia.

·        Tudo isso dentro de um enfoque de “ser missionário”.


D) Conteúdos técnicos e estruturais (com natureza curricular) apontados pelo Manoel, (com base nos “conteúdos” sugeridos no encontro do dia 13/08/11) para as quatro etapas do curso:

* justiça e paz;

* sexualidade;

* direitos humanos;

* fé e política;

* comunicação para a missão;

* multiculturalismo;

* sustentabilidade; e

* (questão missionária).


E) Algumas idéias pontuais que foram anotadas durante a reunião:

         Irmã Ana Elídia e Irmã Eliane: Precisamos ter uma base sólida para a criação de uma REDE missionária, pois este é o objetivo principal do projeto.

         Irmã Ana Elídia: Já existe muito material bom a respeito dos conteúdos apresentados para o curso, mas temos que reelaborar os materiais com o enfoque de MISSÃO (“ser missionário”).

         Fernanda: Inicialmente, temos que cuidar muito do lado emocional dos jovens. Como e quando trabalharemos isso na formação ?

         Haroldo e Fabrícia complementaram o que a Fernanda disse: Há uma desestrutura familiar e emocional, principalmente nas classes mais baixas, embora isso ocorra em todas as classes sociais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Próxima reunião e PRÓXIMO ENCONTRO COM JOVENS !

Pessoal, ATENÇÃO !

A próxima reunião da Equipe de Apoio ocorrerá no dia 22 de outubro de 2011; às 14:00 horas, no mesmo local deste último encontro, ou seja, Rua Martinico Prado, 85, Vila Buarque (Sta. Cecília).

         Para montarmos e estruturarmos o curso de formação missionária, o PRÓXIMO ENCONTRO COM JOVENS ficou para o dia 05 / 11 / 2011; (com horário e duração a serem ainda definidos), também no mesmo local deste último encontro, Rua Martinico Prado, 85, (Sta. Cecília). A rua se localiza atrás da Santa Casa e fica perto do metrô Sta. Cecília.

ESPERAMOS TODOS VOCÊS !!!

Abaixo, seguem as questões que poderão ser respondidas até, encontro a fim de montarmos e estruturarmos o curso:


A. Quando deve iniciar o curso ?

B. Quanto tempo deve durar o curso ?

C. Qual deve ser a periodicidade das reuniões/aulas/encontros ?

D. Quanto tempo deve durar uma reunião/aula/encontro ?

E. Que atividades deve haver numa reunião/aula/encontro, isto é, qual a metodologia ?

F. Que material de apoio deverá ter o curso ?

G. Qual o espaço e o peso que cada conteúdo deve ter no curso ?

7º Encontro do Projeto de Formação Missionária para Jovens !

Relatório do encontro realizado em 24 de setembro de 2011, no espaço da Congregação de São José, localizado na Rua Martinico Prado, 85, em São Paulo/SP
7º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes



         Estiveram reunidos nesse encontro os seguintes participantes: Haroldo; Fabrícia, Vinicius, Irmã Eliane (Congreg. de São José); Manoel; Nilda; Irmã Ana Elídia (Congreg. das Missionárias Servas do Espírito Santo); Maria José; e Fernanda.

         Iniciamos o encontro com um momento místico, no qual foi feita a leitura bíblica de Romanos 12; 4 a 12. Tal trecho evoca a diversidade de dons que cada um de nós tem para a missão, bem como ensina a importância do amor sincero e verdadeiro para a construção do Reino. Foi muito bonito vivenciar como essa Palavra foi capaz de propiciar o singular momento de reflexão que se seguiu, com sucessivas, belíssimas e inspiradíssimas manifestações dos participantes sobre como é que nós nos sentíamos e estávamos dispostos a ajudar na construção do curso de formação missionária para jovens, cada qual com o seu dom dado por Deus e a sua sincera e amorosa disponibilidade.

         Neste sentido, foram salientados o valor da vida humana e a importância de todos os que se propõem a participar da evangelização, não importando qual a sua condição ou como podem estar disponíveis, (pois cada um tem o seu valor e as suas possibilidades), mas sim a vontade e a abertura para a missão que o Senhor nos deu, presenteando a todos com diferentes dons a fim de realizá-la.

         Aos olhos de Deus, todos têm o seu valor e um propósito muito especial neste mundo.

         Em seguida, foi aberta uma discussão sobre a montagem e a estruturação do curso de formação missionária para jovens e sobre o desenvolvimento da rede de grupos de jovens missionários, mas tão somente no que tange à manifestação de idéias e linhas gerais, uma vez que neste encontro os jovens não puderam estar presentes para trazerem suas idéias e debaterem com a Equipe de Apoio.

         As idéias trazidas foram as seguintes:


-* Devemos propiciar a criação de uma identidade missionária dos jovens com o curso e o projeto que está se desenvolvendo, tendo em mente inclusive o contexto das tribos urbanas, no que se refere ao sentido de pertença inerente a algumas delas.

         Lembramos ainda do sentido de identidade oferecido pelas redes sociais virtuais, como o Facebook; Twiter; Orkut; etc... Assim, houve idéias favoráveis à criação de uma comunidade virtual relacionada ao projeto para criar essa identidade de grupo.

         Mencionou-se ainda que a criação da identidade de grupo é, antes de tudo, um dos objetivos do curso ! Nesta dimensão, deve ser trabalhada a questão do “SER”, a fim de que o indivíduo se sinta fortalecido (sobretudo naquilo que lhe é nato) e parte integrante do grupo. Para se fortalecer, o indivíduo deve conhecer a si próprio.

         Estando forte e tendo uma identidade, o jovem é capaz de pertencer a outros grupos e comunidades, sendo um ser humano atuante, interativo e sendo “ele mesmo”, autêntico perante os outros.

         Ademais, a busca da identidade é uma necessidade muito forte das juventudes, a qual é conseguida através dos grupos a que pertencem. Porém, a identidade deve ser construída também no nível pessoal, e não só grupal, para que cada jovem construa a sua e se encontre no grupo, como membro querido, participativo e importante, não sendo excluído ou marginalizado pela própria identidade do grupo e pelas suas peculiaridades. Deve haver o espírito de grupo, mas no sentido de que todos possam aprender e caminhar juntos, e não serem doutrinados.

         -* Falando das funções do curso, foi colocado que uma das principais delas é a reconstrução de relações e a construção de novas relações.

         - Uma palavra chave que foi mencionada para a estruturação do curso foi a acolhida. Devemos pensar em termos de uma sociedade que acolha e INCLUA o indivíduo. O importante é a cooperação e não a competição. Como exemplo concreto de iniciativa de cooperação, foi trazida para os presentes a metodologia dos “jogos cooperativos”, que inclusive podemos aplicar no curso.

         A cooperação é um importante contraponto ao “querer ganhar sempre”, que se tornou uma verdadeira obsessão moderna.





         -* Foi colocado que o primeiro encontro do curso deveria privilegiar dois aspectos: o da inclusão e aquilo que vai dar o “rosto”, a “cara” do curso. Neste sentido, será necessário propiciar a criação de relações humanas, que tragam muito afeto e segurança para os jovens, pensando não somente num curso, mas também numa comunidade: o curso como ação ou formação de uma comunidade. Neste ponto, lembramos do exemplo bíblico de Betânia, que era a pequena e simples comunidade em que Jesus se refugiava; o lugar onde se sentia em casa e entre amigos.

         Nesta linha de raciocínio, concordamos que a vivência que se cria é mais importante do que os conteúdos propriamente ditos (disciplinares) do curso. Como ferramenta para isso, foi sugerida a utilização do Psicodrama.

         -* Também foi dito que o curso deve ser extra-curricular, ou seja, para realmente ser eficaz e ter CONTEÚDO, não deve ser restrito às disciplinas previstas para serem realizadas somente quando o grupo se reúne com objetivo intra-curricular.

         -* Lembramos todos que a META principal do projeto é a formação de uma REDE de jovens missionários. O curso será a ferramenta para formá-la, para capacitar os jovens.

         -* Além disso, os jovens, sobretudo aqueles que vivem na periferia das grandes cidades, estão sedentos por receberem uma formação, mas que seja integral.

         -* A questão da CONTINUIDADE do curso (relacionada a diversos módulos) foi colocada como ponto fundamental.

         -* Também foi apresentada a seguinte questão: Uma eventual itinerância do curso seria positiva ? A maioria dos participantes entendeu que isso seria bom apenas no que tange às atividades de estágio e extra-curriculares, uma vez que os jovens buscam um eixo; um “porto seguro”; uma identidade com um grupo e um espaço fixos.

         -* Lembramos ainda que não precisamos e nem podemos ter expectativas mais imediatas quanto aos resultados da aplicação do curso, uma vez que, conforme o projeto inicial proposto, faremos uma experiência com um grupo “piloto” (inicial) de jovens, o qual irá aplicar o curso e experimentá-lo (mas sem prejuízo de uma aplicação concomitante por um ou mais grupos de jovens, evidentemente).
            Após a riquíssima discussão acima, o Vinicius mencionou que a data mais próxima em que os jovens poderiam estar reunidos para um próximo encontro seria apenas no dia 05/11/2011, posto que já havia conversado com um deles, o André.

            Os participantes se manifestaram no sentido de que, a fim de darmos mais alguns passos durante o mês de outubro, seria importante contatar os jovens antes do próximo encontro a fim de que eles pudessem apresentar suas idéias sobre a estruturação e a montagem do curso, podendo, para tanto, responderem às seguintes questões:


A. Quando deve iniciar o curso ?

B. Quanto tempo deve durar o curso ?

C. Qual deve ser a periodicidade das reuniões/aulas/encontros ?

D. Quanto tempo deve durar uma reunião/aula/encontro ?

E. Que atividades deve haver numa reunião/aula/encontro, isto é, qual a metodologia ?

F. Que material de apoio deverá ter o curso ?

G. Qual o espaço e o peso que cada conteúdo deve ter no curso ?


         O Vinicius se propôs a contatar os jovens e pedir-lhes que providenciassem o que acima foi colocado.

         Em seguida, foi marcada a próxima reunião da Equipe de Apoio, que ocorrerá no dia 22 de outubro de 2011; às 14:00 horas, no mesmo local deste último encontro, ou seja, Rua Martinico Prado, 85, Vila Buarque (Sta. Cecília), a fim de desenvolvermos melhor as idéias surgidas na discussão acima relatada, aprofundando as questões relacionadas à estruturação do curso, e também prepararmos algo para o próximo encontro com os jovens, sendo que o Vinicius tentará trazer as idéias e respostas a serem obtidas com eles, conforme o que constou no parágrafo anterior.

         Outrossim, conforme a possibilidade trazida pelos jovens e a fim de montarmos e estruturarmos o curso, o próximo encontro ficou marcado para o dia 05/11/11; (com horário e duração a serem ainda definidos com os jovens), também no mesmo local deste último encontro, Rua Martinico Prado, 85, (Sta. Cecília). Lembramos que trata-se do prédio onde funciona a escola de enfermagem da Congreg. de São José. A rua se localiza atrás da Santa Casa e fica perto do metrô Sta. Cecília.

         O encontro foi encerrado com algumas orações e pedidos espontâneos dos participantes, bem como com a “Oração do Jovem Protagonista”.

Que a Paz do Senhor esteja sempre com todos vocês !


São Paulo, 28 de setembro de 2011.


(Vinicius secretariou).

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sejam bem vindos !

Sejam bem vindos os novos seguidores do blog:


Irmã Rosa Porangaba (Congeragação de São José) e

Juventude Missionária Redentorista SP !

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

PROPOSTA PARA O PRÓXIMO ENCONTRO !!!

Trazer, se houver, mais conteúdos para o curso; e trazer idéias sobre como deve ser montado o curso (por exemplo, que atividades devem ocorrer e como devem ser distribuídas num encontro em que seja aplicado o curso; como deve ser montado um encontro para o curso).

      O próximo encontro ficou marcado para o dia 24/09/11; às 14:00 horas, no mesmo local deste último encontro, ou seja, Rua Martinico Prado, 85, Vila Buarque (Sta. Cecília). Trata-se do prédio onde funciona a escola de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia - metrô Santa Cecília. A rua se localiza atrás da Santa Casa e fica perto do metrô.

ENCONTRO DE AGOSTO DE 2011 !!!

Relatório do encontro realizado em 13 de agosto de 2011, no espaço da Congregação de São José, localizado na Rua Martinico Prado, 85, em São Paulo/SP
6º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes

         Estiveram reunidos nesse encontro os seguintes participantes: Haroldo; Fabrícia, Vinicius, Irmã Eliane (Congreg. de São José); Luciana; Manoel; André; Sérgio; Juliane; Nilda; e Fernanda.

         O encontro principiou com a apresentação de três novas participantes: a Irmã Eliane, que conheceu o projeto através da Nilda, é religiosa da Congregação de São José e nos ajudou a conseguir o espaço para a realização desse encontro; a Luciana, que veio por intermédio do Vinicius, é professora, catequista e paroquiana da Paróquia São João Maria Vianney, localizada na Lapa; e a Fernanda, que chegou até nós pelas informações passadas pela Irmã Luzia, religiosa da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. A Fernanda também é uma jovem vocacionada.

         Em seguida, os demais participantes se apresentaram brevemente e o Vinicius fez um resumo do projeto para que todos os presentes pudessem estar inteirados, sobretudo nesta importante fase na qual estamos adentrando, que é o início da elaboração do curso propriamente dita.

         Após tais apresentações e o resumo, o Vinicius propôs um momento de espiritualidade inicial. Neste sentido, distribuiu a cada um dos participantes uma filipeta, sendo que cada uma delas continha um trecho bíblico distinto do outro, os quais foram lidos um a um pelos presentes. Tais trechos evocam o amor e o cuidado que Deus tem para com o ser humano, sobretudo nos momentos mais difíceis de sua caminhada terrena. Após a leitura, fizemos um momento de reflexão e partilha sobre os textos, tendo como pano de fundo esta nova etapa do projeto, que é a apresentação dos conteúdos do curso.

         Em seguida, os participantes se manifestaram inspirada e belissimamente, partilhando suas emoções e reflexões, dentre as quais destacam-se algumas, logo abaixo:

         Houve muita ênfase na questão da confiança que devemos ter em Deus.

         Além disso, alguns asseveraram: Quem mais, senão o próprio jovem, pode nos nortear num curso de formação missionária para as juventudes ? Neste sentido, devemos também ter confiança nos jovens, que muitas vezes não deixam de ser a nova face de Deus que nos é apresentada.

         Falou-se também que o curso que pretendemos elaborar não é somente para as juventudes, mas também para os adultos e sobretudo para as congregações, a fim de que se atualizem e entrem verdadeiramente no novo mundo que está surgindo diante de tantas mudanças.

         Outra lindíssima reflexão foi a seguinte: Devemos ser menos ansiosos. Não podemos ser caridosos fazendo as coisas com pressa.

         Na parte central do encontro, realizamos uma dinâmica com um quebra-cabeça feito com cortes de cartolina: foram distribuídos cinco pedaços encaixáveis de uma cartolina no centro da roda dos participantes (como parte integrante da ambientação, inclusive). Os participantes se dividiram em duplas (os mais jovens, que estavam em três, formaram um trio), sendo que cada uma delas pegou um pedaço de cartolina e, após mais ou menos vinte minutos de reflexões em separado, escreveram no seu pedaço que conteúdos imaginavam que deveria ter o curso. Após uma breve pausa para lanche e café, retornamos os trabalhos e foi revelado que cada pedaço era parte integrante de um quebra-cabeça, o qual deveria ser montado naquela oportunidade. Após a montagem, que contou com a participação de vários participantes, verificou-se a falta de uma peça, uma pequena peça, cujo espaço se localizava no centro e acima de todas as outras. Neste momento, o Vinicius apresentou-a: era um pedaço de cartolina no qual estava escrito “DEUS”: o principal conteúdo; o conteúdo por excelência; o conteúdo de nossas vidas; o fundamental e essencial; Aquele que não pode faltar ! Assim, o pedaço com o Seu nome foi colocado no lugar !

         Após a dinâmica e a montagem do quebra-cabeça, cujas peças, frise-se, traziam os conteúdos do curso que foram escritos pelas duplas, fizemos a leitura de tudo e também um debate sobre os conteúdos e suas possibilidades. Foi um momento riquíssimo, no qual todos se sentiram à vontade para exporem suas idéias e comentários.

         Os conteúdos e reflexões oriundos da dinâmica acima mencionada foram os seguintes:

Jovens:

- Auto conhecimento (adquirir confiança)

- Projeto de vida (conhecer objetivos, como chegar, oportunidades e obstáculos)

Conteúdos específicos:

- Fé e política; oportunidades; comunicação; ecologia; relacionamentos; e sexualidade e afetividade.

Demais participantes:

1ª Dupla:

- Direitos Humanos; justiça e paz; sustentabilidade; sexualidade; livre-arbítrio; formação pastoral; e ecumenismo.

2ª Dupla:

1. Intergeracionalidade – ser missionário no diálogo.

A partir do diálogo,

2. Comunicação para missão – TIC´s – redes sociais – o papel da comunidade – expressão do jovem.

3. A missão na sociedade multicultural.

4. Diversidades.

3ª Dupla:

- Diálogo inter-religioso; direitos humanos; cultura e paz; mediação de conflitos; relação de gênero (homem, mulher e homossexual); formação pastoral/ministerial.

4ª Dupla:

- Espiritualidade; intergeracionalidade; o valor da sexualidade; globalização / sustentabilidade e vida no planeta; ansiedade e depressão; vocação (realização pessoal) e mudança da realidade social; cultura e lazer; família (identificação do que ela é hoje e promoção do seu fortalecimento); como a tecnologia afeta a vida; relacionamentos; e comunicação para a paz.

         Seguem abaixo algumas das reflexões e ressonâncias trazidas pelos jovens diante dos conteúdos acima:

         “Se o jovem tem um projeto, tem auto-confiança e menos ansiedade. Assim, há um risco menor de ter depressão”.

         “O auto-conhecimento é muito importante. Porém, só se conhece e se sabe das suas potencialidades e possibilidades nas horas de necessidade”.

         “O auto-conhecimento deve ser o ponto de partida do curso”.

         “Também devem ser tratadas as seguintes questões: política; e fé e política”.

         “Não devemos nos esquecer de utilizar sempre uma “linguagem jovem””.

         Ademais disso, a Fernanda, que participou pela primeira vez, fez questão de responder às questões que foram discutidas nos dois encontros anteriores, o que enriquece ainda mais as nossas reflexões:

Questões e respostas da Fernanda:


1. O que é ser um jovem missionário ?
É praticar a caridade.

2. O que é necessário fazer para se tornar um jovem missionário ?
Aceitar o que é diferente, ou seja, pessoas ou outras religiões e outras diferenças.

3. O que o jovem busca nos dias de hoje ?
A maioria dos jovens está ligada no mundo materialista, deixando a religião de lado. O certo é fazer o jovem se interessar pela religiosidade.

4. O que o jovem busca na religião e no meio religioso ?
A minoria dos jovens busca uma formação religiosa.

5. O que é ser jovem hoje ?
É saber respeitar as diferenças.


         Em seguida, foi exibido o vídeo denominado Águia e sua história”. A partir dele, foram abordadas as dificuldades, os momentos de sofrimento, de recolhimento e de renovação da vida. Também fizemos uma relação com esse nosso projeto, o qual não se constrói para cima e repentinamente, como um vôo rápido que logo culmina numa queda, mas sim como a decolagem de uma águia, que enxerga ao longe o horizonte e sabe aonde quer chegar (link do vídeo na internet:  http://www.youtube.com/watch?v=czmwMyIYt_s ).

         Após o vídeo, foi colocada para os presentes, sobretudo aos jovens, a seguinte proposta (para ser contemplada no próximo encontro: Trazer, se houver, mais conteúdos para o curso; e trazer idéias sobre como deve ser montado o curso (por exemplo, que atividades devem ocorrer e como devem ser distribuídas num encontro em que seja aplicado o curso; como deve ser montado um encontro para o curso).

         O próximo encontro ficou marcado para o dia 24/09/11; às 14:00 horas, no mesmo local deste último encontro, ou seja, Rua Martinico Prado, 85, Vila Buarque (Sta. Cecília). Trata-se do prédio onde funciona a escola de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia - metrô Santa Cecília. A rua se localiza atrás da Santa Casa e fica perto do metrô.

         O encontro foi encerrado com belíssimas e inspiradas orações e pedidos espontâneos dos participantes, bem como com a “Oração do Jovem Protagonista”.

Que a Paz do Senhor esteja sempre com todos vocês !


São Paulo, 16 de agosto de 2011.


(Vinicius secretariou).

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Relatório do encontro do dia 02/07

Relatório do Encontro com os Jovens e com a Equipe de Apoio, realizado em 02 de julho de 2011, no Espaço do Centro Franciscano, localizado na Rua Riachuelo, 268,
Largo São Francisco, em São Paulo/SP
5º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes

         Reuniram-se no 5º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes, os seguintes participantes:

Equipe de Apoio: Vinicius; Fabrícia; Nilda; Padre Omir; Padre Ireneu; Irmã Ana Elídia; Maria José; José Manoel; e Haroldo.

Equipe de Jovens: André; Sérgio; Igor; Jeremias; e Ana Maria.

         Breve observação inicial: houve uma singela ambientação com uma pequena mesa central, na qual foram colocados símbolos de acolhimento, objetos e utensílios que invocaram algo como uma casa ou simplesmente a sensação de “estar entre amigos”.

         O encontro iniciou-se com a apresentação de duas novas participantes: a Maria José, que conheceu o projeto através da Irmã Ana Elídia, é aposentada e tem experiência no trabalho comunitário de paróquias; e a Ana Maria, que veio por intermédio do Irmão Ernesto (redentorista e integrante deste projeto) e é paroquiana da Paróquia Perpétuo Socorro. Ambas foram convidadas para conhecer e integrar o projeto.

         Finalizadas as apresentações, o Vinicius, como de costume, propôs um momento de espiritualidade a fim de que pudéssemos criar um clima místico para o início do encontro. Assim, fez a leitura de uma reflexão sobre Betânia, local onde Jesus se hospedava com freqüência. Tal reflexão faz uma relação entre o que significava Betânia para Ele e como podemos reproduzir “Betânias” nos dias atuais, em nossos grupos. Neste sentido, a pessoa, especialmente os jovens, precisa encontrar a sua Betânia.

         Em ato contínuo, o André leu em voz alta um trecho do Novo Testamento: João 1; 24 a 28, que trata da passagem em que João Batista prepara os caminhos do Senhor. Tais versículos foram correlacionados pelo Vinicius com a leitura acima, no sentido de que “Preparar o caminho para o Senhor, no nível pessoal, é perceber como todo esse caminho de construção de si mesmo/a cria terreno fértil para que Deus semeie e colha bons frutos. Betânia é o lugar da acolhida, da escuta e da fala, da amizade e do cuidado, das perguntas e das respostas.”
         Diante de tais leituras, assistindo a um vídeo musical sereno e profundo, que foi apresentado no data show (http://www.youtube.com/watch?v=I3B--wPxbCc ), procuramos fazer uma introspecção individual, como se estivéssemos em Betânia (ou na “nossa” Betânia), e refletimos sobre a seguinte questão: Será que este grupo está se tornando ou mesmo pode vir a se tornar uma Betânia para nós ?

         Em seguida, alguns participantes se manifestaram partilhando suas emoções e reflexões a respeito:

         Padre Omir: Cristo expressa aquilo que Ele tem de mais humano em Betânia. Betânia acontece em nossas vidas de acordo com os sentimentos que vão se desenvolvendo e conforme a confiança e a amizade que vão tomando conta de nós.

         Igor: Cristo passava para os outros o que Ele tinha, dizendo que quando Ele se fosse, aqueles que o acompanhavam deveriam continuar.

         Vinicius: Betânia também significa caminhar junto com o semelhante que lhe é próximo e caro, com aquele que cativa e se deixa cativar, que dá afeto e também o recebe.

Ana Elídia: Betânia é um lugar para “carregarmos as baterias”, sendo que precisamos de tempo para “chegar lá”, para conseguirmos que Betânia aconteça em nossas relações.

         Na segunda parte do encontro, lemos e discutimos as respostas às questões propostas no encontro anterior, respostas essas que foram trazidas pelo Sérgio e por alguns outros participantes. Os demais participantes (sobretudo os jovens) que não estiveram no encontro anterior e compareceram neste, também puderam respondê-las. Além disso, o André abriu um plenário a fim de que todos pudessem externar suas reflexões e opiniões a respeito. Assim como no encontro anterior, esclareceu ele que não importava a ordem das perguntas e nem mesmo que elas fossem respondidas objetivamente e diretamente, pois tratava-se de um momento de partilha e discussão sobre o que cada um pensava como um todo:

Questões:

1. O que é ser um jovem missionário ?

2. O que é necessário fazer para se tornar um jovem missionário ?

3. O que o jovem busca nos dias de hoje ?

4. O que o jovem busca na religião e no meio religioso ?

5. O que é ser jovem hoje ?

         Manifestações dos presentes (na ordem concatenada em que ocorreram durante o encontro):

         Igor: Ser missionário é falar do Reino de Deus, mas não apresentar uma bíblia e dizer: “toma, leia isso aqui e faça assim”. Deve-se evangelizar através de uma linguagem simples, pois hoje em dia “você joga algo para o jovem, uma pergunta, e ele responde rápido. Tem que saber responder rápido ao dialogar com os jovens. O Jovem assiste uma pregação longa e consegue resumir, passando-a para outros jovens numa linguagem mais simples e resumida.” O jovem busca o seu lugar: “Hoje, parece que não temos um lugar !. O jovem não quer ser uma “mão-de-obra”dentro da Igreja, mas quer ser alguém, ter seu espaço.” “O jovem busca a Igreja como busca um porto seguro”. “Ser jovem não é ser jogado no mundo, é querer ser acolhido. Se o jovem gostar daquilo que lhe oferecem e for acolhido, voltará. Se não for assim, desistirá.” “As pregações não precisam ser perfeitas, mas têm que chamar a atenção do jovem”. O Igor ainda mencionou uma canção denominada “Viemos para incomodar”, em referência aos jovens.

         André: “A Igreja tem medo do novo. Mas se ela não trabalhar com os jovens, não haverá amanhã.

         Nilda: Também destacou a problemática do jovem como mero executor de tarefas. Trouxe ainda a questão do “conflito” da tradição com o imediatismo.

         André: O jovem quer espaço e escuta.

         Padre Omir: Trouxe e questão do “conflito” que algumas pessoas (inclusive jovens) entendem que existe entre o novo e a tradição. Neste sentido, não devemos cortar pontos da tradição e do novo para juntar as duas coisas, mas sim SOMAR os pontos em comum.

         José Manoel: Explicou a intergeracionalidade, que é a inter relação entre as diversas gerações de pessoas. Acrescentou ainda que cada um parte da sua vida, do seu relacionamento, para se relacionar com o outro. Com relação ao que o Padre Omir trouxe, o José Manoel asseverou que é preciso enxergar na tradição um elemento provocador de mudança, quando confrontada com o que há de novo.

         Nilda: Retomou a palavra dizendo que, através das questões que levou para os jovens, obteve algumas das seguintes respostas: os jovens buscam afetividade, responsabilidade, amor, trabalho. Também houve aqueles que responderam o seguinte: buscamos sexo, drogas, música, divertimento, computação – esses últimos foram a maior parte dos jovens por ela ouvidos.

         Ana Maria: “O jovem busca acolhida, devendo estar disposto a colher e ser acolhido”. “Se não acolher, o jovem não volta”. “A acolhida é um tema sobre o qual todos falam quando se trata de jovens. Muitos estão demasiadamente ligados à tecnologia. “Devemos mostrar para os jovens que não é só isso que existe !”

         Manoel: O jovem se manifesta da seguinte forma: “Penso diferente; trago uma idéia nova; quero ser acolhido; e muitas vezes não sou, justamente por esse motivo” (por pensar diferente e trazer uma idéia nova).

         Padre Omir: Falou um pouco sobre o conceito de tradição, sendo que não significa somente o que é antigo na Igreja, mas também o que é novo, que vai se incorporando na tradição.

         Nilda: Disse que é necessário um diálogo para saber como o jovem está vendo isso (a questão da tradição, colocada pelo Padre Omir) e se tem seu espaço participativo para oferecer o que é novo.

         Ana Elídia: Pensando na formação missionária, temos que entender que a vida é e precisa ser dinâmica. Há coisas, padrões e comportamentos que são “engessados”, mas que são humanos, como verdadeiros “caprichos”de algumas pessoas e grupos que querem as coisas do seu jeito, mas não necessariamente devem ser seguidos e mantidos. A questão das relações humanas, portanto, ganha força quando tratamos disso. Trata-se do “jogo de cintura”, do como lidar com isso...

Jeremias: O jovem busca orientação. “Às vezes, vai na Igreja porque alguns amigos também vão, e não por alguma convicção ou mesmo vontade de estar lá e conhecer a Deus.” O jovem gosta de criatividade, mas na Igreja há muitas regras desnecessárias. Muito do que o jovem propões, a Igreja diz que não é possível. O Igreja deve servir !

         Padre Ireneu: O jovem não gosta muito de regras. Porém, para vivermos neste mundo, temos que obedecer regras. - Nos grupos de jovens, há sempre alguém que se destaca mais. Isto tem seu lado negativo, pois esse “alguém” às vezes atrai para si aqueles que gostam mais de suas opiniões, idéias, propostas e regras para seguir. Ai, há o perigo de prevalecerem as idéias deste “alguém” sem que os outros tenham voz.
         Igor: Devemos ter muito cuidado ao criticar o jovem.

         Padre Omir: Tradição é o ensinamento da Igreja, sendo que há coisas negociáveis e outras que não são (falando sobre as regras). Ademais, precisamos aprender a conhecer bem as coisas antes de querermos mudá-las. De outro lado, queremos pessoas com abertura para o novo.

         Ana Elídia: “As relações humanas são as fontes da maioria dos nossos problemas.” “Ser missionário é ser capaz de se relacionar com todo o tipo de gente. É trabalhar conflitos.”

         Padre Omir: Voltando à questão do acolhimento, disse que este envolve, compromete, aproxima – questão da comunicação. Ai, o jovem consegue espaço. Então, o espaço não é dado, mas conquistado.

         Nilda: O jovem deve se sentir envolvido na Igreja, e não só no grupo de jovens.

         Padre Ireneu: Devemos trabalhar também a questão dos conflitos.

         Maria José: “A Igreja deve abrir espaços para os jovens”.

         Fabrícia: “A comunicação oral conta 30 % nas relações, sendo que a comunicação corporal conta 70 %.” Além disso, disse ainda que “há jovens que não têm tanta agilidade e tanta pressa diante das exigências e emergências do mundo lhes é apresentado, sentindo-se perdidos e acuados diante delas e de outras pessoas (inclusive jovens) mais apressados !” Disse mais: “Devemos, antes de tudo, ter o foco em Jesus, pois é para Ele que fazemos, que vamos à Igreja e que nos relacionamos.”

Síntese das respostas que o Sérgio trouxe para nós:

1. O que é ser um jovem missionário ?

- Passar a palavra de Deus.
- Procurar sempre ajudar o próximo da maneira que puder.
- Transmitir amor e fé, sem pensar em receber algo em troca, de coração limpo.
- Ter responsabilidades e deveres para com o próximo.

2. O que é necessário fazer para se tornar um jovem missionário ?

- Levar o que sabe para outras pessoas, não necessariamente falando de Deus, lendo a bíblia ou coisas do tipo, mas agindo de acordo com os princípios Dele, mostrando para as pessoas como é bom ser como Ele foi.
- O jvem missionário tem que acreditar e ter fé na Palavra que leva.

3. O que o jovem busca nos dias de hoje ?

- Buscam estabilidade e preparação para o futuro.
- Liberdade, serem acolhidos, serem orientados.
- Terem segurança financeira.
- Serem felizes, não importa como, muitas vezes por caminhos errados.
- Dinheiro, drogas.
- Identidade, espaço, maneiras para expressar suas idéias e pensamentos.


4. O que o jovem busca na religião e no meio religioso ?

- Deus, amor, objetivos de vida, respostas, fé, compaixão, orientação, melhorar como pessoa.
- Estar com seus irmãos em comunhão e buscar algo em comum.
- Transformação, tornar-se alguém melhor.

5. O que é ser jovem hoje ?

- Ter responsabilidades e deveres para com o próximo.
- Mudar o mundo para termos um futuro melhor.
- É uma etapa em que você deve crescer muito.
- Aproveitar ao máximo o que a vida lhe oferece, sem que faça mal a você.
- É difícil !

         Ao final da partilha, foi exibido o vídeo denominado “Uma das maiores histórias (emocionante)”, que trata do valor da amizade e do acolhimento (link na internet: http://www.youtube.com/watch?v=MGdopMbjNv8 ).

         Após o vídeo, foi colocada para os presentes, sobretudo aos jovens, a seguinte questão (cujas respostas deverão ser trazidas para o próximo encontro: A partir dessas reflexões e dessas respostas, que conteúdos vocês imaginam e desejam que deve ter o curso ?”

         O próximo encontro ficou marcado para o dia 13/08; às 14:00 horas, em local a ser definido posteriormente.

         O encontro foi encerrado com a “Oração do Jovem Protagonista” e com uma confraternização com alguns comes e bebes.

Que a Paz do Senhor esteja sempre com todos vocês !


São Paulo, 05 de julho de 2011.


(Vinicius secretariou).