quarta-feira, 6 de julho de 2011

Relatório do encontro do dia 02/07

Relatório do Encontro com os Jovens e com a Equipe de Apoio, realizado em 02 de julho de 2011, no Espaço do Centro Franciscano, localizado na Rua Riachuelo, 268,
Largo São Francisco, em São Paulo/SP
5º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes

         Reuniram-se no 5º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes, os seguintes participantes:

Equipe de Apoio: Vinicius; Fabrícia; Nilda; Padre Omir; Padre Ireneu; Irmã Ana Elídia; Maria José; José Manoel; e Haroldo.

Equipe de Jovens: André; Sérgio; Igor; Jeremias; e Ana Maria.

         Breve observação inicial: houve uma singela ambientação com uma pequena mesa central, na qual foram colocados símbolos de acolhimento, objetos e utensílios que invocaram algo como uma casa ou simplesmente a sensação de “estar entre amigos”.

         O encontro iniciou-se com a apresentação de duas novas participantes: a Maria José, que conheceu o projeto através da Irmã Ana Elídia, é aposentada e tem experiência no trabalho comunitário de paróquias; e a Ana Maria, que veio por intermédio do Irmão Ernesto (redentorista e integrante deste projeto) e é paroquiana da Paróquia Perpétuo Socorro. Ambas foram convidadas para conhecer e integrar o projeto.

         Finalizadas as apresentações, o Vinicius, como de costume, propôs um momento de espiritualidade a fim de que pudéssemos criar um clima místico para o início do encontro. Assim, fez a leitura de uma reflexão sobre Betânia, local onde Jesus se hospedava com freqüência. Tal reflexão faz uma relação entre o que significava Betânia para Ele e como podemos reproduzir “Betânias” nos dias atuais, em nossos grupos. Neste sentido, a pessoa, especialmente os jovens, precisa encontrar a sua Betânia.

         Em ato contínuo, o André leu em voz alta um trecho do Novo Testamento: João 1; 24 a 28, que trata da passagem em que João Batista prepara os caminhos do Senhor. Tais versículos foram correlacionados pelo Vinicius com a leitura acima, no sentido de que “Preparar o caminho para o Senhor, no nível pessoal, é perceber como todo esse caminho de construção de si mesmo/a cria terreno fértil para que Deus semeie e colha bons frutos. Betânia é o lugar da acolhida, da escuta e da fala, da amizade e do cuidado, das perguntas e das respostas.”
         Diante de tais leituras, assistindo a um vídeo musical sereno e profundo, que foi apresentado no data show (http://www.youtube.com/watch?v=I3B--wPxbCc ), procuramos fazer uma introspecção individual, como se estivéssemos em Betânia (ou na “nossa” Betânia), e refletimos sobre a seguinte questão: Será que este grupo está se tornando ou mesmo pode vir a se tornar uma Betânia para nós ?

         Em seguida, alguns participantes se manifestaram partilhando suas emoções e reflexões a respeito:

         Padre Omir: Cristo expressa aquilo que Ele tem de mais humano em Betânia. Betânia acontece em nossas vidas de acordo com os sentimentos que vão se desenvolvendo e conforme a confiança e a amizade que vão tomando conta de nós.

         Igor: Cristo passava para os outros o que Ele tinha, dizendo que quando Ele se fosse, aqueles que o acompanhavam deveriam continuar.

         Vinicius: Betânia também significa caminhar junto com o semelhante que lhe é próximo e caro, com aquele que cativa e se deixa cativar, que dá afeto e também o recebe.

Ana Elídia: Betânia é um lugar para “carregarmos as baterias”, sendo que precisamos de tempo para “chegar lá”, para conseguirmos que Betânia aconteça em nossas relações.

         Na segunda parte do encontro, lemos e discutimos as respostas às questões propostas no encontro anterior, respostas essas que foram trazidas pelo Sérgio e por alguns outros participantes. Os demais participantes (sobretudo os jovens) que não estiveram no encontro anterior e compareceram neste, também puderam respondê-las. Além disso, o André abriu um plenário a fim de que todos pudessem externar suas reflexões e opiniões a respeito. Assim como no encontro anterior, esclareceu ele que não importava a ordem das perguntas e nem mesmo que elas fossem respondidas objetivamente e diretamente, pois tratava-se de um momento de partilha e discussão sobre o que cada um pensava como um todo:

Questões:

1. O que é ser um jovem missionário ?

2. O que é necessário fazer para se tornar um jovem missionário ?

3. O que o jovem busca nos dias de hoje ?

4. O que o jovem busca na religião e no meio religioso ?

5. O que é ser jovem hoje ?

         Manifestações dos presentes (na ordem concatenada em que ocorreram durante o encontro):

         Igor: Ser missionário é falar do Reino de Deus, mas não apresentar uma bíblia e dizer: “toma, leia isso aqui e faça assim”. Deve-se evangelizar através de uma linguagem simples, pois hoje em dia “você joga algo para o jovem, uma pergunta, e ele responde rápido. Tem que saber responder rápido ao dialogar com os jovens. O Jovem assiste uma pregação longa e consegue resumir, passando-a para outros jovens numa linguagem mais simples e resumida.” O jovem busca o seu lugar: “Hoje, parece que não temos um lugar !. O jovem não quer ser uma “mão-de-obra”dentro da Igreja, mas quer ser alguém, ter seu espaço.” “O jovem busca a Igreja como busca um porto seguro”. “Ser jovem não é ser jogado no mundo, é querer ser acolhido. Se o jovem gostar daquilo que lhe oferecem e for acolhido, voltará. Se não for assim, desistirá.” “As pregações não precisam ser perfeitas, mas têm que chamar a atenção do jovem”. O Igor ainda mencionou uma canção denominada “Viemos para incomodar”, em referência aos jovens.

         André: “A Igreja tem medo do novo. Mas se ela não trabalhar com os jovens, não haverá amanhã.

         Nilda: Também destacou a problemática do jovem como mero executor de tarefas. Trouxe ainda a questão do “conflito” da tradição com o imediatismo.

         André: O jovem quer espaço e escuta.

         Padre Omir: Trouxe e questão do “conflito” que algumas pessoas (inclusive jovens) entendem que existe entre o novo e a tradição. Neste sentido, não devemos cortar pontos da tradição e do novo para juntar as duas coisas, mas sim SOMAR os pontos em comum.

         José Manoel: Explicou a intergeracionalidade, que é a inter relação entre as diversas gerações de pessoas. Acrescentou ainda que cada um parte da sua vida, do seu relacionamento, para se relacionar com o outro. Com relação ao que o Padre Omir trouxe, o José Manoel asseverou que é preciso enxergar na tradição um elemento provocador de mudança, quando confrontada com o que há de novo.

         Nilda: Retomou a palavra dizendo que, através das questões que levou para os jovens, obteve algumas das seguintes respostas: os jovens buscam afetividade, responsabilidade, amor, trabalho. Também houve aqueles que responderam o seguinte: buscamos sexo, drogas, música, divertimento, computação – esses últimos foram a maior parte dos jovens por ela ouvidos.

         Ana Maria: “O jovem busca acolhida, devendo estar disposto a colher e ser acolhido”. “Se não acolher, o jovem não volta”. “A acolhida é um tema sobre o qual todos falam quando se trata de jovens. Muitos estão demasiadamente ligados à tecnologia. “Devemos mostrar para os jovens que não é só isso que existe !”

         Manoel: O jovem se manifesta da seguinte forma: “Penso diferente; trago uma idéia nova; quero ser acolhido; e muitas vezes não sou, justamente por esse motivo” (por pensar diferente e trazer uma idéia nova).

         Padre Omir: Falou um pouco sobre o conceito de tradição, sendo que não significa somente o que é antigo na Igreja, mas também o que é novo, que vai se incorporando na tradição.

         Nilda: Disse que é necessário um diálogo para saber como o jovem está vendo isso (a questão da tradição, colocada pelo Padre Omir) e se tem seu espaço participativo para oferecer o que é novo.

         Ana Elídia: Pensando na formação missionária, temos que entender que a vida é e precisa ser dinâmica. Há coisas, padrões e comportamentos que são “engessados”, mas que são humanos, como verdadeiros “caprichos”de algumas pessoas e grupos que querem as coisas do seu jeito, mas não necessariamente devem ser seguidos e mantidos. A questão das relações humanas, portanto, ganha força quando tratamos disso. Trata-se do “jogo de cintura”, do como lidar com isso...

Jeremias: O jovem busca orientação. “Às vezes, vai na Igreja porque alguns amigos também vão, e não por alguma convicção ou mesmo vontade de estar lá e conhecer a Deus.” O jovem gosta de criatividade, mas na Igreja há muitas regras desnecessárias. Muito do que o jovem propões, a Igreja diz que não é possível. O Igreja deve servir !

         Padre Ireneu: O jovem não gosta muito de regras. Porém, para vivermos neste mundo, temos que obedecer regras. - Nos grupos de jovens, há sempre alguém que se destaca mais. Isto tem seu lado negativo, pois esse “alguém” às vezes atrai para si aqueles que gostam mais de suas opiniões, idéias, propostas e regras para seguir. Ai, há o perigo de prevalecerem as idéias deste “alguém” sem que os outros tenham voz.
         Igor: Devemos ter muito cuidado ao criticar o jovem.

         Padre Omir: Tradição é o ensinamento da Igreja, sendo que há coisas negociáveis e outras que não são (falando sobre as regras). Ademais, precisamos aprender a conhecer bem as coisas antes de querermos mudá-las. De outro lado, queremos pessoas com abertura para o novo.

         Ana Elídia: “As relações humanas são as fontes da maioria dos nossos problemas.” “Ser missionário é ser capaz de se relacionar com todo o tipo de gente. É trabalhar conflitos.”

         Padre Omir: Voltando à questão do acolhimento, disse que este envolve, compromete, aproxima – questão da comunicação. Ai, o jovem consegue espaço. Então, o espaço não é dado, mas conquistado.

         Nilda: O jovem deve se sentir envolvido na Igreja, e não só no grupo de jovens.

         Padre Ireneu: Devemos trabalhar também a questão dos conflitos.

         Maria José: “A Igreja deve abrir espaços para os jovens”.

         Fabrícia: “A comunicação oral conta 30 % nas relações, sendo que a comunicação corporal conta 70 %.” Além disso, disse ainda que “há jovens que não têm tanta agilidade e tanta pressa diante das exigências e emergências do mundo lhes é apresentado, sentindo-se perdidos e acuados diante delas e de outras pessoas (inclusive jovens) mais apressados !” Disse mais: “Devemos, antes de tudo, ter o foco em Jesus, pois é para Ele que fazemos, que vamos à Igreja e que nos relacionamos.”

Síntese das respostas que o Sérgio trouxe para nós:

1. O que é ser um jovem missionário ?

- Passar a palavra de Deus.
- Procurar sempre ajudar o próximo da maneira que puder.
- Transmitir amor e fé, sem pensar em receber algo em troca, de coração limpo.
- Ter responsabilidades e deveres para com o próximo.

2. O que é necessário fazer para se tornar um jovem missionário ?

- Levar o que sabe para outras pessoas, não necessariamente falando de Deus, lendo a bíblia ou coisas do tipo, mas agindo de acordo com os princípios Dele, mostrando para as pessoas como é bom ser como Ele foi.
- O jvem missionário tem que acreditar e ter fé na Palavra que leva.

3. O que o jovem busca nos dias de hoje ?

- Buscam estabilidade e preparação para o futuro.
- Liberdade, serem acolhidos, serem orientados.
- Terem segurança financeira.
- Serem felizes, não importa como, muitas vezes por caminhos errados.
- Dinheiro, drogas.
- Identidade, espaço, maneiras para expressar suas idéias e pensamentos.


4. O que o jovem busca na religião e no meio religioso ?

- Deus, amor, objetivos de vida, respostas, fé, compaixão, orientação, melhorar como pessoa.
- Estar com seus irmãos em comunhão e buscar algo em comum.
- Transformação, tornar-se alguém melhor.

5. O que é ser jovem hoje ?

- Ter responsabilidades e deveres para com o próximo.
- Mudar o mundo para termos um futuro melhor.
- É uma etapa em que você deve crescer muito.
- Aproveitar ao máximo o que a vida lhe oferece, sem que faça mal a você.
- É difícil !

         Ao final da partilha, foi exibido o vídeo denominado “Uma das maiores histórias (emocionante)”, que trata do valor da amizade e do acolhimento (link na internet: http://www.youtube.com/watch?v=MGdopMbjNv8 ).

         Após o vídeo, foi colocada para os presentes, sobretudo aos jovens, a seguinte questão (cujas respostas deverão ser trazidas para o próximo encontro: A partir dessas reflexões e dessas respostas, que conteúdos vocês imaginam e desejam que deve ter o curso ?”

         O próximo encontro ficou marcado para o dia 13/08; às 14:00 horas, em local a ser definido posteriormente.

         O encontro foi encerrado com a “Oração do Jovem Protagonista” e com uma confraternização com alguns comes e bebes.

Que a Paz do Senhor esteja sempre com todos vocês !


São Paulo, 05 de julho de 2011.


(Vinicius secretariou).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Relatório do Encontro com os Jovens e com a Equipe de Apoio, realizado em 28 de maio de 2011, no Espaço do Centro Franciscano, localizado na Rua Riachuelo, 268,

         Estiveram reunidos no 4º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes os seguintes participantes:

Equipe de Apoio: Vinicius; Fabrícia; Irmã Luzia; Irmã Juliana; e Nilda.

Nova participante/visitante: Júlia.

Equipe de Jovens: André; Sérgio; e Weder.

         O encontro teve início com a breve apresentação da Júlia, uma missionária alemã que está no Brasil há nove meses e foi convidada pela Nilda para participar do encontro e conhecer o projeto.

         Em seguida, O Vinicius propôs um momento de espiritualidade a fim de que pudéssemos criar um clima místico para o início do encontro. Para isso, o André leu para todos um trecho da Palavra de Deus: Jeremias 1; 5-10. Esta passagem bíblica trata do chamado do profeta, gerado e escolhido por Deus para profetizar ao seu povo. Diante dela, ouvindo uma música instrumental tranquila e reconfortante, refletimos sobre o nosso chamado como missionários e partilhamos brevemente o que sentimos e como fomos tocados durante este momento.

         Após a mística inicial, o Vinicius distribuiu a todos os presentes algumas folhas contendo questões sobre o que é ser jovem hoje e o que é ser missionário, a fim de que lessem e refletissem atentamente. As questões foram as seguintes:

1. O que é ser um jovem missionário ?

2. O que é necessário fazer para se tornar um jovem missionário ?

3. O que o jovem busca nos dias de hoje ?

4. O que o jovem busca na religião e no meio religioso ?

5. O que é ser jovem hoje ?
         Em seguida, o André abriu um plenário a fim de que todos, mas especialmente os jovens presentes, pudessem externar suas reflexões, opiniões e respostas às questões acima. Esclareceu ele que não importava a ordem das perguntas e nem mesmo que elas fossem respondidas objetivamente e diretamente, pois tratava-se de um momento de partilha e discussão sobre o que cada um pensava como um todo e sobre o que outros jovens poderiam pensar e responder a respeito de tais temas:

         Com relação à primeira questão, o Weder partilhou que o jovem missionário é aquele que acompanha; que está no apoio. O ser missionário também significa ter ousadia para atuar na sociedade e também que o jovem em processo constante, o que, por outro lado, dificulta a sua entrada na Igreja, que muitas vezes está estagnada.

Para ele, há ainda o desafio de entrar em comunidades já formadas dentro das paróquias.

         O Sérgio, por sua vez, disse que “o jovem missionário vê além do seu campo de visão”. Não gosta das coisas do jeito que estão.

         A Irmã Juliana asseverou que a missionariedade do jovem deve ser algo dinâmico; sempre tem de haver algo novo.

         A Nilda chamou atenção para duas situações distintas que devem ser observadas: a) o jovem missionário; e b) o jovem fora do contexto religioso. Segundo ela, o jovem missionário é aquele que sai do seu espaço e se lança ! Com relação à terceira questão (o que o jovem busca), disse ela que, a seu ver, ainda é uma incógnita.

         Segundo a Irmã Luzia, ser um jovem missionário é um desafio e significa “disponibilidade”.

         A Fabrícia colocou um interessante aspecto: “a inquietação do jovem também pode ser prejudicial”. Isso quer dizer que, diante da correria de hoje em dia, parece que tudo fica nebuloso, gerando uma inquietação maléfica. Para ela, os jovens precisam de uma missão, um foco, a fim de que possam dizer: “agora, estou “aqui”; mas chegarei “lá” no futuro.”

         Quanto ao que o jovem busca nos dias de hoje, os participantes (sobretudo os jovens) trouxeram algumas reflexões que podem ser sintetizadas nas seguintes palavras: certezas; estabilidade; segurança; apoio.




         Neste sentido, o Sérgio se manifestou: “Busco certezas nos dias de hoje. Em razão de tanta tecnologia e de tanta informação, eu busco um rumo para minha vida: que caminhos seguir; que faculdade cursar; que profissão escolher; etc... Para isso, tenho que enxergar além do meu campo de visão. Preciso buscar o que eu quero e o porquê de eu estar aqui!”

         Ainda no que se refere à terceira questão, a Júlia relatou que estava buscando muitas respostas e também segurança.

         A Fabrícia trouxe a seguinte reflexão: “Buscamos a segurança dentro de um mundo inseguro.”

         Considerando a busca do jovem, o Weder externou o seguinte aspecto, muito interessante: “A fugacidade e a comunicação em massa angustiam. Nós nos sentimos pequenos e até mesmo como crianças indefesas..” Citou também a questão da violência urbana. Mais adiante, questionou: “O que dá segurança hoje ?”

         Continuando, o Weder relatou que busca traçar objetivos; que tem um sonho e que procura concretizá-lo com a ajuda das outras pessoas, pois não pode estar sozinho na caminhada.

         O Sérgio e o Weder ainda acrescentaram que no mundo aparecem inúmeras possibilidades, que na realidade são falsas seguranças. A Nilda complementou: “Nós também temos muitas inseguranças; não são apenas os jovens”.

         Quanto à segurança profissional, o Sérgio trouxe o testemunho do próprio pai, um metalúrgico, que já não é jovem, mas necessita renovar sua segurança e sua estabilidade profissional, precisando se atualizar no que tange às novas máquinas e equipamentos da indústria.

         Refletindo sobre os campos profissional e educacional, o André externou que hoje as exigências são muito maiores. O ensino, em regra, se tornou um negócio e não uma finalidade em si, educacional. Muitos jovens não sabem o que querem: segundo a Nilda, isto ocorre porque o jovem é levado a focar-se no hoje, no imediatismo. Quanto ao imediatismo, a Fabrícia colocou a questão das drogas, trazendo a informação técnica de que, através de estudos feitos por psiquiatras, o usuário de drogas (dentre eles, muitos jovens) planeja sua vida para apenas nove dias adiante. Segundo a Nilda, eles só pensam no hoje.

         No que se refere especificamente à quarta questão (o que o jovem busca na religião e no meio religioso), as reflexões giraram em torno das seguintes palavras: certezas; paz; objetivos; discernimento; felicidade; respostas.  A esse respeito, o Vinicius relatou que o jovem busca apoio nas certezas que a religião deve (ou deveria) oferecer: firmes fundamentos e valores para a vida.

         O Sérgio continuou refletindo sobre as necessidades dos jovens, inclusive dentro da religião: “O jovem necessita de um projeto de vida dentro da sua realidade, mesmo que mude o projeto durante o caminho”. Neste sentido, esclareceu a Nilda que nesse caminho devem ser trabalhados a solidariedade; o companheirismo; o sentido de coletividade.

         Após o plenário, foi colocada para os presentes, sobretudo aos jovens, a seguinte proposta: olhando para a própria realidade, levem as questões recebidas para as comunidades em que vivem (paróquia, grupos de jovens, bairro, colégio, etc...) e questionem os jovens a respeito, trazendo as respostas para o próximo encontro, a ser realizado em julho. Também pedimos para que o Sérgio colocasse as questões (reelaboradas e em menor número, se for o caso) no blog e, juntamente com os outros jovens da equipe, divulgassem-nas para possibilitar respostas também por meio eletrônico.

         O próximo encontro ficou marcado para o dia 02/07; às 14:00 horas, no Espaço do Centro Franciscano, localizado na Rua Riachuelo, 268, Largo São Francisco – metrô de acesso: Anhangabaú – lado da Rua Riachuelo e Sé – saída pela escadaria do lado esquerdo.

         O encontro foi encerrado com a “Oração do Jovem Protagonista” e com uma confraternização com alguns comes e bebes.

Que a Paz do Senhor esteja sempre com todos vocês !


São Paulo, 05 de maio de 2011.


(Vinicius secretariou).

Relatório do Encontro com os Jovens e com a Equipe de Apoio, realizado em 30 de abril de 2011, no Convento Santíssima Trindade, em São Paulo/SP

Relatório do Encontro com os Jovens e com a Equipe de Apoio, realizado em 30 de abril de 2011, no Convento Santíssima Trindade, em São Paulo/SP
3º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes



         Estiveram reunidos no 3º Encontro do Projeto de Formação Missionária para as Juventudes os seguintes participantes:

Equipe de Apoio: Padre Omir; Vinicius; Ir. Ana Elídia; Fabrícia; Haroldo; Maria Paula; Ir. Ernesto; Elenir; José Manoel; Irmã Luzia; e Nilda.

Equipe de Jovens: André; Sérgio; Juliane; Carolina; Igor; e Jeremias.

         O encontro teve início com uma breve apresentação dos participantes.

         Em seguida, passamos para um momento de espiritualidade, que principiou com a leitura de dois trechos dos Evangelhos: Mateus 18; 1-6; e Marcos 10; 13-16, os quais foram lidos pelo André e pela Juliane, respectivamente. Após a leitura, o Vinicius propôs que, à luz das passagens bíblicas em questão e inspirados pelas suas próprias palavras e reflexões dos encontros anteriores, (descritas em pequenos cartazes colocados no chão, no centro da roda que fizemos para ambientar o encontro), todos fizessem uma reflexão sobre os valores da infância, como meninos e meninas, tais como, carinho, amor, afeto, simplicidade, e etc... Valores nobres para a nossa jornada com os jovens e os quais aprendemos e consolidamos desde quando somos meninos e meninas.

         Com uma tranqüila e acolhedora música de fundo, fizemos um momento de silêncio e interiorização.

         Depois disso, houve a partilha do que sentimos e refletimos:

         A Elenir mencionou “o sorriso de uma criança que sabe acolher”. Falou sobre as lembranças de sua mãe e de valores como fé; perseverança; e superação de barreiras, tendo a sua mãe como exemplo.

         A Irmã Ana Elídia externou a capacidade da criança de se encantar com as coisas.




         O Igor colocou os valores da inocência e da pureza, citando ainda a questão da pequena semente de mostarda que, se “regada” com fé, cresce e se torna uma árvore frondosa. Também acrescentou que “devemos voltar às raízes da infância”.

         A Fabrícia destacou aquilo que as crianças nos transmitem através dos seus simples gestos, o que trás muita riqueza. Segundo ela, na sociedade em que vivemos, vamos criando armas para sobreviver; contudo, devemos nos desarmar, voltando a ser meninos e meninas.

         O Manoel relatou que a Palavra de Deus serve para nós em todos os momentos de nossa vida. “Recebo essas leituras com muito carinho”, disse ele. Além disso, destacou que não podemos perder o contato com nossa memória. Externou ainda uma belíssima reflexão: “O que eu considero mais antigo em mim, é o melhor de mim”.

         O Padre Omir lembrou dos valores da espontaneidade das crianças. Segundo ele, devemos ser mais espontâneos e não nos prendermos às arestas, a fim de podermos chegar mais longe na caminhada.

         O Irmão Ernesto mencionou que as crianças não questionam, mas acolhem com carinho, alegria e pureza, o que é “impressionante”.

         Após tais reflexões, o Vinicius apresentou um vídeo denominado “Libertos da Gaiola”, através do qual pudemos sentir intensamente o nosso desafio nessa caminhada, a coragem que devemos ter e o preço da nossa redenção, pago por Jesus Cristo.

         Introduzindo o próximo momento da reunião, a Ir. Ana Elídia propôs uma retomada dos encontros anteriores, para que fizéssemos memória do que foi dito, proposto e, assim, pudéssemos seguir adiante.

         Deste modo, os participantes se manifestaram lembrando que havíamos falado em criar os passos de formação dos jovens, tendo-os como os protagonistas de seus caminhos. Também foi lembrado que, no encontro anterior, partilhamos as qualidades que cada um tem e como cada qual poderia ajudar o grupo. Além disso, lembramos também da idéia de criar um blog para o projeto, (o qual inclusive já foi criado pelo Sérgio, que aproveitou a oportunidade para apresentá-lo a todos num dos momentos deste encontro de 30/04/11).

         Posteriormente, a Ir. Ana Elídia prosseguiu, passando a explicitar o Projeto Missionário, bem como apresentou, por intermédio do “Power point”, a respectiva proposta de trabalho da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Tanto durante a apresentação quanto depois dela, a Ir. Ana Elídia esclareceu as dúvidas dos participantes, sendo que ainda ouvimos algumas idéias e outras propostas.

         A proposta apresentada foi impressa e entregue a todos os membros das equipes, sendo que também será oportunamente encaminhada por e-mail pelo Vinicius. Não obstante, podemos sintetizá-la da seguinte forma, inclusive com os acréscimos das idéias que foram sendo colocadas durante sua apresentação:

1. Criar uma rede de jovens missionários leigos que assumam a evangelização de outros jovens, dentro do objetivo que é a missão da Igreja – evangelizar: humanizar; perdoar; anunciar; olhar para mundo com a perspectiva mais humana; buscar a justiça, a igualdade; trilhar novos caminhos; proclamar o Reino de Deus (Boa- Nova).

2. Como fazer para alcançar esta meta ?
2.1. Ouvir os jovens e prepará-los, oferecendo um curso de formação missionária.

3. Quais os passos ?  Devem ser pequenos passos, um atrás do outro. O caminho pode ser longo, mas vamos percorrê-lo aos poucos. Cada um tem um papel específico e uma contribuição a dar, conforme as suas possibilidades.
3.1. Formação das equipes (já o fizemos).
3.2. Entender o projeto e fazer um plano (abril de 2011 – já propusemos o plano).
3.3. Trabalhar no curso de formação missionária (de maio a novembro de 2011).
3.4. Iniciar uma rede de intercâmbio entre os jovens (o início já foi feito: criação do blog pelo Sérgio):

 
Endereço eletrônico do blog:    juventudeprotagonistabr.blogspot.com

3.5. Algumas ações previstas para 2012; 2013; e 2014.

         Em seguida, houve manifestações no sentido de frisar a importância do material para o curso.

         Dando sequência ao encontro, após uma breve pausa para café e descanso, a Ir. Ana Elídia propôs que as duas equipes se reunissem em separado para que, à luz da proposta apresentada, tentassem delinear o seguinte:

A. Equipe de Apoio:

* Definir o papel da equipe.
* Formar um Grupo de Trabalho para acompanhar mais de perto o processo de elaboração do curso.

B. Equipe dos Jovens:

* O que você achou da proposta ?
* Que sugestões você teria para aperfeiçoá-la ?
* Você teria alguma outra proposta ?
* Como poderia ajudar neste projeto ?

         Apresentamos abaixo os principais pontos daquilo que foi dito em plenário, conforme o resultado das reuniões acima definidas:

A. Equipe de Apoio:

         O Padre Omir entendeu que a proposta de três anos é muito longa. Também propôs um tempo de formação mais curto para os jovens.

         A Elenir também se manifestou no sentido de visualizarmos tapas curtas para o curso (exemplo: seis meses, mas ainda poderia durar menos, segundo ela).

         O Padre Omir e a Elenir ainda asseveraram que o curso não deveria ser algo tão intensivo, mas simples, inclusive para facilitar sua adaptação às diversas realidades dos jovens (talvez duas etapas; dois “estágios práticos”), com o que também concordou o Vinicius.

         A Ir. Ana Elídia disse que não se trata simplesmente de passar teoria, mas sim um formato de curso que seja uma “chave de leitura para a vida”, propondo ainda uma “identidade missionária”.

         O Ir. Ernesto propôs um curso que pudesse se adequar aos moldes de um encontro de férias.

         O Haroldo mencionou um curso a ser feito por módulos.

         Ainda foram feitas as seguintes propostas e questionamentos:

         - Utilização de blog para a integração com o curso.
         - Qual o papel do Grupo de Apoio ? Algumas respostas: um grupo de sustentação para o jovem poder dar seus passos; ser uma retaguarda; como tratar os temas que os jovens irão trazer; pensar na formatação do curso com base nisso; ajudar metodologicamente e ver quais as perguntas que precisamos fazer para eles nos trazerem as respostas.

         O grupo também sentiu a necessidade de se reunir mais uma vez para aprofundar essa discussão, antes do próximo encontro (marcado para o dia 28/05/11).

B. Equipe dos Jovens:

         - Entenderam que a nossa proposta é bastante diferente daquelas que eles costumam ver.

         - Dinamizar encontros com assuntos contemporâneos que possam atrair mais os jovens.

         - Como podemos ajudar ? Estando sempre junto com o grupo, participando !


         No que tange aos encaminhamentos para a próxima etapa do projeto, ficou definido que a Equipe de Apoio se reuniria no dia 18/05, às 19:00 horas, para uma reunião na sede da Associação Palavra Viva, localizada na Rua Santa Luzia, 23, Centro, próximo aos metrôs Liberdade e Sé (Ponto de referência: Praça João Mendes). Além disso, o próximo encontro das equipes do projeto ficou marcado para 28/05; às 14:00 horas, no Espaço do Centro Franciscano, localizado na Rua Riachuelo, 268, Largo São Francisco – metrô de acesso: Anhangabaú – lado da Rua Riachuelo e Sé – saída pela escadaria do lado esquerdo.

         Ao final, o encontro foi encerrado com a apresentação de um vídeo (com a música “Tocando em Frente”) e com a “Oração do Jovem Protagonista”.

Que a Paz do Senhor esteja sempre com todos vocês !

São Paulo, 05 de maio de 2011.                                       (Vinicius secretariou).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Recado para todos!

Caros amigos:





Quem lhes escreve é o Vinicius.



        Sou missionário leigo da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo, a qual compõe a Família Arnaldina.


        Eu e a Irmã Ana Elidia, Missionária Serva do Espírito Santo, gostaríamos muito de contar com a sua experiência e seus contatos a fim de desenvolvermos o PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO  E FORMAÇÃO MISSIONÁRIA PARA JOVENS que estamos iniciando
em São Paulo.
 

        Através dele, pretendemos atingir jovens nas escolas e principalmente nas paróquias, de  realidades diversas (incluindo jovens de ambos os sexos). Nossa intenção é genuinamente missionária e no intuito de formarmos uma REDE interligada de grupos de jovens.
 

        Em apertada síntese, o projeto consiste em formar e capacitar monitores e/ou educadores, de preferência jovens, que sejam voluntários, para formarmos grupos de jovens nos quais tais monitores irão atuar. Estes grupos constituirão uma rede interligada, primeiramente em São Paulo, mas, a médio ou longo prazo, em outros estados também, sendo que o objetivo principal com relação a esses grupos é fornecer aos jovens uma formação integral, não apenas cristã/religiosa/teológica (este é o objetivo principal, evidentemente), mas também humana, fraterna, social, ecológica e etc... Pretendemos criar uma espécie de curso, com apostilas (virtuais e impressas, se necessário, para os jovens que não têm acesso à internet) e fôlderes, realizando ainda alguns encontros para jovens, com música e tudo mais.
 

        Inicialmente, estamos contatando várias pessoas que atuam com a juventude e pretendemos formar um grupo de reflexão para que nos ajudem a entender melhor os jovens e a conquistá-los. Concomitantemente, pretendemos formar um grupo inicial de jovens, constituído por 12 ou 15 membros, a fim de propor-lhes que sejam co-criadores do projeto, juntamente conosco; isto é, não queremos criar um projeto à revelia dos jovens, pois não seria uma opção acertada, por melhor que fossem nossas intenções. Na verdade, queremos ouví-los bastante, através deste grupo inicial a ser formado, em reuniões mensais ou quinzenais com eles, a fim de montarmos juntos o projeto propriamente dito, conforme os jovens nos nortearem, NUMA FORMA DE O JOVEM SER O PROTAGONISTA DE SUA PRÓPRIA EVANGELIZAÇÃO, capacitando-os ainda para evangelizarem outros jovens e multiplicando assim a presença de Jesus Cristo entre eles !


Deste modo, gostaríamos de contar com vocês para, se possível, integrarem conosco o GRUPO DE REFLEXÃO supracitado e ainda contatarem jovens que eventualmente conhecerem, inclusive das paróquias, que puderem se interessar pelo projeto e participarem dele conosco, integrando o GRUPO INICIAL DE JOVENS supracitado a fim de serem co-criadores do aludido curso!



        Pretendemos que esses dois grupos acima citados sejam formados neste mês e que possamos marcar uma primeira reunião NO FIM DE FEVEREIRO ou no COMEÇO DE MARÇO, conforme as pessoas forem se interessando e mantendo contato conosco.



        Gostaríamos que o GRUPO INICIAL DE JOVENS fosse formado por jovens engajados e com perfil criativo. Jovens que queiram ser co-criadores e protagonistas da elaboração do curso de evangelização de jovens, a fim de que participem dando idéias e criando o curso, passo a passo, conosco e com a equipe de reflexão. A idéia é que tais jovens possam se reunir conosco uma ou duas vezes por mês, a fim de prepararmos o curso de evangelização para jovens missionários e, aos poucos, divulgarem o curso, iniciarem conosco a aplicação do mesmo e serem agentes multiplicadores para a formação de novos grupos de jovens.



        Por fim, agradeço a atenção e aguardo eventuais contatos daqueles que se interessarem em caminhar juntos conosco.





Fiquem com DEUS !



Vinicius e Irmã Ana Elídia.



E-mails para contato: oscarviniciusgonzales@hotmail.com

                                   jovensprotagonistas@ssps.org.br



Telefone para contato: 9259-6949.